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Quem Tramou a Gordinha?

Quem Tramou a Gordinha?

25
Nov20

O que é que a Vanessa Martins tem contra os pijamas com unicórnios?

Cláudia Matos Silva

O tema tem sido parodiano nas redes sociais com várias publicações e memes a propósito das recentes declarações da influencer Vanessa Martins a propósito de pijamas.

 

"Nunca dormi de fato de treino, nem com roupa velha. Nunca tive um pijama da hello Kitty ou com unicórnios... há uma certa tendência da mulher se desleixar nesse aspeto e eu nunca compreendi isso" (Vanessa Martins)

 

Vanessa Martins está a criar uma marca de pijamas e para já a polémica serve apenas um propósito, dar a conhecer a marca e instigar a curiosidade nos seguidores. 

 

Este é o tema do novo video do canal QUEM TRAMOU A GORDINHA, aproveito pra perguntar se já seguem o canal. Se não seguem...shame on you:)

22
Nov20

Qual a série mais 'cliché' e fofinha para este natal?

Cláudia Matos Silva

 

A série é Dash & Lily e por enquanto está a passar discretamente pelo top dos mais vistos da netflix. Eu também não daria grande crédito se não espreitasse o trailer e mesmo assim não fiquei totalmente convencida. Uma série com vários ingredientes que à partida não me cativam; uma comédia teen, passada no período do natal e muitos clichés romanticos. Mas a verdade é que após ver o primeiro episódio, que passou num instante, fiz o impensável; papei os 8 capitulos de uma só assentada e fiquei com um brilho nos olhos e uma certa ranhoca a ameaçar descer pela narina.

 

 

Dash & Lily é aquele tipo de romance ligeiro mas muito açucarado e não se recomenda a toda a gente. De qualquer forma se gostaram do 'Sex Education' há fortes possibilidades de gostarem desta série (que ainda só tem uma temporada sem garantias de uma segunda). A fórmula, identifico-a como sendo semelhante à de 'Sex Education', um guião teen mas escrito por adultos que recuperam memórias, recalcamentos e fantasias das suas respectivas adolescencias. É por isso evidente que eu com 43 anos tenha apreciado as tiradas algo datadas e que muitos miúdos de hoje não irão compreender. 

 

 

Dash & Lily recupera a nostalgia dos livros e das livrarias, a importancia da palavra escrita e do seu poder para criar magia. É na magia que assenta esta série cujos clichés não causam mossa. A história é inspirada nos livros de David Levithan e Rachel Cohn, e remete-nos para o arrebatamento do primeiro amor. E apesar disso Dash & Lily mantem-se ligeira, excelente para estes tempos de intempérie. Vai saber bem vê-la outra vez na noite de natal, a comer pizza do Pingo Doce e a beber Trinca Bolota em copo roubado à cristaleira da mãe. Não sei quanto a vocês mas para mim o plano parece-me perfeito.

 

02
Nov20

E se um conhecido o quiser cumprimentar com beijinhos...isso é?

Cláudia Matos Silva

 

 

...isso é... uma cena que hoje presenciei à porta do Pingo Doce. Ela, a jovem, ficou constrangida e o sangue gelou-lhe, ele, o jovem, abraçou-a efusivamente (mesmo que ela não correspondesse propriamente) e ainda lhe pediu um beijinho. Ele, o jovem, 'batia coro' (apesar dos tempos não estarem para isso) e ela, a jovem, teve vergonha de lhe negar o beijo não fosse ele levar a mal. Sem tempo (ou vontade) para colocar a máscara, ela beijo-o no rosto, enquanto ele exibindo a máscara no queixo não conseguia manter aquela matraca fechada. E ali ficaram atrelados, enquanto puxando o meu trolley subi a rua a pensar no que acabava de presenciar.

 

Uma cena que revela uma incrivel falta de noção, não só pelo que se está a passar em Portugal assim como no mundo inteiro. Se os portugueses sempre foram o povo dos beijinhos hoje ninguém dá beijos a ninguém. As pessoas dão cotoveladas, acenam a cabeça, sorriem ou quem sabe soltem beijos no ar mas sempre com a distância de segurança. Para os dois cabeça de abóbora que hoje cruzaram o meu caminho o novo normal ainda não se instalou.

 

Ainda a mastigar a cena me pergunto; porque estavam ambos sem máscara quando a lei obriga a uso de máscara em público? Dois conhecidos a trocar beijinhos à porta de uma superficie comercial, numa fase em que os casos de contágio estão a disparar a uma velocidade assustadora. Mais dois casos para a estatística ou então mais dois que nunca chegarão a fazer parte dos números oficiais mas que irão directa ou indirectamente afectar a vida de outras pessoas.  Se há coisa que esta pandemia nos está a ensinar é que temos de ser cada vez mais uns para os outros. Estamos há demasiado tempo no regime do 'cada um por si' e esqueçam o resto da frase que diz '...e deus por todos' porque o tal do divino já nos deu como um caso perdido e também por isso deu ao 'slide'.