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Quem Tramou a Gordinha?

Quem Tramou a Gordinha?

30
Out19

Será a Joana Latino o bobo da corte?

Cláudia Matos Silva

A Joana é uma mulher que não se leva demasiado a sério e apesar da sociedade se dizer muito evoluída, ainda não está pronta para pessoas assim. Em algumas coisas revejo-me na Joana, será o síndroma de quem vive na margem sul (secalhar a Joana vive em Moscavide, não faço ideia) mas tem toda a pinta de ser cá das minhas. Desbocada, livre, espirituosa, humorada mas nada disso faz dela uma tontinha que não sabe do que fala.

 

No contexto 'Passadeira Vermelha' passou a ser um alvo mais em evidencia porque o trabalho naquele espaço televisivo é levar as conversas de esplanada para a Sic Caras. Se há ali personagens que não se desmontam, o caso da tola da Liliana Campos que anda sempre em bicos de pés tentando chegar onde há muito já devia ter chegado (o que nos leva a concluir que nunca lá chegará). Diria até que o Passadeira Vermelha é um programa que reune o maior número de penduras, apresentadores/comentadores que não têm muito para onde cair e ali estão sentados em belas poltronas dando ar de importantes.

 

A Joana Latino dá ares do que é, uma bardajona, e porque não? Por ser como é, verdadeira, não teve problemas em dizer que a cocaina é uma droga que se pode encontrar nos corredores da Sic. Mas isso é uma surpresa para quem? Talvez para os verdadeiros cocainados que agora ficam a nú e negarão a pés juntos algum dia terem snifado algo que não fosse os polens que andam no ar pela Primavera. Creio que ninguém se rala muito com isso.

 

O tema do video desta semana no canal quem tramou a gordinha é este. Espero que gostem.

29
Out19

Fazer de contas que não se vê alguém faz de nós más pessoas?

Cláudia Matos Silva

 

Para mim não . Mas falo em minha defesa, sou especialista em não ver ou então pôr-me numa posição estratégica mesmo a jeito para não ver. Desculpo-me com a minha falta de visão periférica mas por ver demasiado bem consigo fugir na maior parte das vezes.

 

Há quem leve a mal quem o faz, ache uma tremenda falta de educação, discordo. Há momentos que não quero falar com ninguém, ou porque vou demasiado concentrada nos meus pensamentos ou porque me esqueci da máscara social em casa e não estou com capacidade anímica para ‘smooth talk’que é como quem diz, conversa da treta, sorrisos amarelos e silêncios constrangedores. Há dias e dias. Nuns consigo encarnar a personagem e ainda pagar um café ao sortudo. Noutros apetece-me ver aquela pessoa em particular mas o mesmo não é verdade para outro individuo. Como o tempo, há gente que às vezes apetece outras nunca apetece, e outras há que não nos importamos de aturar nem que seja por uns minutos. Em casos limite, sinto-me até melhor pessoa naquele pequeno sacrificio de aturar alguém por quem não morro de amores. 

 

Hoje dei corda aos sapatos mal pressenti estar na presença de uma pessoa, que nem tendo nada contra, também não tenho a favor. Não me aquece, nem me arrefece e eu tinha uma pilha de loiça para lavar em casa, e isso era bem mais importante que aquele individuo com cara de quem lhe espetaram um cabo de uma vassoura pelo cu acima. 

 

Isso faz de mim má pessoa? Eu sei que não mas cada um tem direito à sua opinião e para que conste, a minha ainda é a opinião mais importante.

27
Out19

Como sabemos que está na hora de largar as redes sociais?

Cláudia Matos Silva

Por largar, esclareço, não definitivamente. Algumas redes sociais usadas na dose certa dão jeito  mas quando fazem parte do nosso dia a dia, das rotinas, do respirar...há um momento em que é preciso dizer STOP.

 

Acontece-me às vezes e já conheço os sintomas, sintomas esses que a maioria das pessoas ignora, caso contrário não se escreveria tanta barbaridade pelos 'facebuques' da vida. E é no momento em que me sinto nervosa, irritada, um certo burburinho na barriga e um turbilhão na ponta dos dedos, realizo que está na hora de carregar naquela cruz no topo direito do monitor. Se estiver no telemóvel apagar a app. Sim, apagar sem pensar duas vezes. Apagar nem que seja por umas horas, não vá o diabo tecê-las (in)conscientemente e voltarmos para terminar aquele comentário odioso que interrompemos e deixamos de publicar porque  o bom senso ainda não nos abandonou de vez. Diz o meu bom senso, NUNCA publicar a quente, JAMAIS comentar a ferver.

 

Apagada a app,  vamos dar uma volta ao quarteirão. Talvez nos cruzemos com um vizinho mal educado, é possível que um cão começa a ladrar furiosamente à nossa passagem, mas só temos de respirar fundo e sentir o vento no cabelo. É possível que cheguemos a casa com uma certa impressão na garganta porque o tempo arrefeceu, passamos a noite a chá de limão com mel.

 

Que a app continue apagada, que a impressão na garganta não expanda para uma constipação. Amanhã é outro tudo e tudo continua exactamente como antes, só nós um pouco menos irritados. Com sorte, claro. Pelo sim, pelo não, só voltar a instalar a app quando estivermos no total controlo dos nossos comentários.  

23
Out19

Qual a primeira coisa que faço pela manhã?

Cláudia Matos Silva

Bom, primeiro odeio o mundo (tenho um péssimo acordar) antes mesmo de pôr os pés no chão, segundo vou a correr para a cozinha tirar um café e só depois o dia começa a fazer algum sentido. Portanto o título deste post deveria ser a terceira coisa que faço ao levantar-me, talvez seja a quarta coisa, porque entre odiar o mundo e bebericar o café faço um xixi. 

 

A posição não é relevante, se fica em terceiro ou quarto, a não ser que isto fosse uma competição comigo mesma. Neste caso é apenas uma maneira que encontrei de apreciar o dia com outra alegria. Tanto mistério, bolas. Afinal o que raio faço ao acordar depois do café, da bica e de odiar o mundo. Dançar. Sim, danço. Mas danço ao meu ritmo, ao som das minhas canções, e sem o ambiente frenético e barulhento dos ginásios. Faço da minha sala o meu salão, ponho no spotify a que intitulei de 'Feel Good' playlist. Uso-a não só para dançar mas para tudo o que à partida não aprecio fazer, como tarefas domésticas. Já escrever, ler ou trabalhar ao computador, nem pensar, distrai-me e dou comigo a cantar em vez de me focar. O melhor a ouvir para coisas de que gosto mesmo de fazer é o silêncio ou então em dias de mente inquieta vai um chill out, que é como quem diz não aquece nem arrefece. 

 

Com a idade e o sedentarismo sinto o corpo a dar sinais de degradação. Mexer-me não é realmente a minha actividade favorita. Sou do estilo ficar no meu canto, fazer um passeio curto sabendo que no fim me posso sentar e beber uma água. A música ajuda-me muito a mexer, a querer sentir o ritmo da batida em movimentos que não fazem muito sentido. O meu estilo de dança, vamos chamá-lo contemporaneo, está bem? 

20
Out19

O que há de errado com os Domingos?

Cláudia Matos Silva

A pergunta devia ser reformulada; qual é o meu problema com os domingos? Mas pensando melhor o problema aqui não sou eu, lamento a imodéstia, mas é claramente o Domingo que vem com defeito.

 

Não sei se pela nossa cultura cristã cujo Domingo era o dia de vestir o melhor fato para ir à missa, cujo espírito se reflecte ainda, agora com um toque de modernidade. Agora ninguém vai à missa porque arranjaram novos templos religiosos, os centros comerciais. O  dogma dos tempos modernos  é 'consome consome'. E em letras minúsculo deve ler-se algures nesse dogma escondido na 'nuvem'; de preferencia consomir desmesuradamente ao Domingo.

 

Não me incomodam os consumistas, se eu tivesse dinheiro talvez fosse pior que todos os consumistas do mundo (não há maneira de confirmar esta teoria porque efectivamente não tenho um tostão) mas acredito que cada um faz do seu dinheiro o que bem entender. O problema é que as multidões se acotovelam aos Domingos, no dia em que deviam estar 'na boa' a curtir um dia em paz e na tranquilidade, preferem a confusão.

 

Sim os Domingos são a confusão total e até há transito e tudo. Transito para o Shopping, transito no shopping, fila para o Wc, fila nas caixas de multibanco, fila para conseguir uma mesa num restaurante. Todo este cenário a que se acrescentam sons de crianças birrentas e pais ainda mais irritantes (ou só exasperados) que o Domingo me afugente (ainda mais do que é costume) do mundo. Ao Domingo eu evaporo-me e não estou para ninguém. Fico no meu ninho quentinho esperando que passe.

 

Amanhã volta tudo ao normal.

19
Out19

Já viram alguém fugir à polícia?

Cláudia Matos Silva

Tipo, literalmente, só em Hollywood e esta semana ali no Monte da Caparica em Almada. As imagens viralizaram, o homem já detido (algemado e tudo) dentro da viatura da GNR, sai disparado qual homem relâmpago. Impressiona pela agilidade de manter o equilibrio mesmo em alta velocidade e com as mãos atrás das costas e ainda impressiona mais a ineficiencia da polícia. É claro que esta força policial já lançou um comunicado a explicar/justificar o sucedido. Por mim eles podem dizer o que quiserem, uma coisa é certa, aquilo não podia acontecer mas aconteceu. No video de hoje ironizo como de costume porque rir ainda é o melhor remédio. 

18
Out19

Quem disse que eu não posso?

Cláudia Matos Silva

Ninguém.

 

Mas a minha primeira reação antes de sair de casa foi dizer-me 'não vais assim à rua, pois não?!' e logo me perguntei, porquê? Qual o mal? Estou confortável, vou a um local público fazer um recado rápido e ainda não encaixei devidamente o Outono; nem na roupa nem no calçado. Permitam-me ir encaixando a nova estação aos bocadinhos. Que mal faz juntar meias às bolinhas e chinelos de enfiar no dedo? Alguém sai magoado? Talvez o único que se possa queixar seja o bom gosto, coitado, assim sacrificado numa ia ao Pingo Doce. E depois, vem mal ao mundo? Está bem, pareço uma 'cámone'. Secalhar pareço, mas por algum motivo usam meias e chinelos ou serão apenas maluquinhos com vontade de chocar os latino conservadores? Haverá sempre quem olhe meio horrorizado, quem faça troça ou quem nem sequer acredite no que os seus olhos estão a ver. Mas isso é com cada um de vocês, resolvam os vossos complexos, façam terapia, comam prozac ou simplesmente arranjem problemas como deve ser. Chinelos e meias não é nem nunca será um problema, pelo menos enquanto eu me sentir confortável a usá-los. Hoje é assim. Amanhã pode não ser. Ninguém sabe. 

16
Out19

Sabem quando o silêncio vira poesia?

Cláudia Matos Silva

Isto quer dizer qualquer coisa como 'devias estar calada'. E todos nós já nos saímos com tiradas infelizes, em que deveriamos ter feito poesia com o nosso silêncio, no entanto preferimos ser engraçados mas em vez disso caimos em desgraça. Aconteceu com a bonita Natacha que apesar de ter nascido algures num desses países de leste que ninguém sabe bem onde fica, já ganhou hábitos de portuguesinha. E foi por isso que me conquistou, a familiaridade que sentia ao ir ao seu mini-mercado, fazia o meu dia um pouco mais feliz. Às vezes era a primeira coisa que fazia depois de acordar e beber o café, rumava ao pequeno mercadinho da Natacha para comprar pão de alfaborra, queijinho alentejano, lacinhos de mel polvilhados com açucar em pó e no fim ainda recebia umas recomendações culinárias sobre como fazer isto ou aquilo. Ficava-me muito mais barato ir ao Pingo Doce ou ao Mini Preço, mas não era a mesma coisa. Não me custava pagar mais porque o sorriso da Natacha e aquele olhar que me abraçava compensava o pequeno rombo na minha pobre carteira.

 

Como eu gostava da doce Natacha, mulher alta, vistosa usando e abusando daquele estilo de make-up anos 80, as unhas de gel sempre aguçadas e coloridas, e os chanatos que não lhe ficavam nada bem, por sorte a maior parte das vezes observava-a apenas da cintura para cima. Não posso por isso afirmar que se havia transformado oficialmente numa portuguesa,  denunciar o típico calcanhar de merceeira; seco e rachado. 

 

Com a confiança a Natacha foi assumindo cada vez mais a sua portugalidade com comentários desnecessário e despropositados. No fundo reproduzia o que ouvia da boca das suas clientes, na maioria senhoras reformadas cheias de dinheiro mas forretas como tudo. A doce Natacha chegou até a comentar o dinheiro que eu trazia na carteira (ou o que não trazia, ao certo nem sei) e eu sorria porque estava enamorada e quando nos apaixonamos pelas pessoas perdoamos tudo, não é?

 

Mas a língua da Natacha não cessava em comentários deselegantes e desapropriados. Então passei a ir menos ao pequeno mercadinho da doce Natacha e rendi-me aos preços do Pingo Doce, com apenas 10 euros consigo a proeza de trazer um saco cheio. Mas se passava à porta do seu estabelecimento sempre comprava uma daquelas iguarias a que ela me habituou, mas tudo acabaria por me amargar devido à falta de tento na língua desta amorosa mulher. Assumi para mim, não volto lá, fica mais caro e saio irritada. Mas na verdade tinha saudade dela e daqueles lacinhos com mel polvilhados com açucar em pó. Que se lixe, vou à Natacha. 

 

Antes mesmo de chegar ao seu mercadinho cruzo-me com ela na rua, sorrio e ao que ela me diz 'tens andado a comer bem, estás mais gorda', e apanhada de surpresa nem tugi nem mugi. Apenas soube que os lacinhos de mel polvilhados com açucar em pó deixaram de ser assim tão bons e que preferi dar meia volta e vir para casa comer pão com ranço. À Natacha não lhe compro nem mais um palito. Mas continuo a achá-la um doce de senhora e que no bairro tem muita gente a quem alegrar os dias com aquele seu jeito de portuguesinha desbocada e pobre de espírito. 

15
Out19

OMD quer dizer o quê?

Cláudia Matos Silva

OMD, stands for 'Ó Meu Deus', não é óbvio?!

 

No que havia de me meter?!! Para quem não suporta multidões, contacto físico, barulho e cheiros...muitos e vários cheiros(são assim os concertos, não são?), este é não só um tormento como uma provação.

 

De há uns anos a esta parte defini muito bem as regras. Assistir a um espectáculo só respeitando alguns preceitos. OMD, Orchestral Manouvres in the Dark, são uma das minhas grandes referencias dos 80s, aquilo é um chorrilho de música boa que até mete impressão. Há muito queria vê-los ao vivo e por sorte eles regrassam a Lisboa e numa sala como deve ser, Aula Magna. Não há rock ruidoso, nem malta com a jola em riste, dança quem quer ou permanece sentado quem tem outra forma de sentir a música.Assim, sim.

 

OMD andam para ai há uns 40 anos a fazer electrónica experimental, uma clara influencia para as músicos da nova geração. Conto que toquem 'If you leave' da banda sonora do filme 'Pretty in Pink' do John Hughs. Está longe de ser a melhor deles mas emocionalmente sei que vai deixar-me os pelinhos todos arrepiados.

 

A última vez que me meti numa embrulhada destas foi no LisBON para assistir ao concerto da Roisin Murphy. Sair da minha zona de conforto transtorna-me bastante e ir a uma espectáculo acresce-me o nível de stress ao ponto de nem sempre ser uma flor de educação e delicadeza. Tentarei o meu melhor porque acima de tudo quero muito vê-los ao vivo. Ao fim de 40 anos a fazer música mais dia menos dia arrumam as suas tralhas e dedicam-se à agricultura.

 

Com os meus medos e fobia social já perdi tanta coisa boa, não quero que esta seja mais uma. É Hoje! Desejem-me sorte.

14
Out19

Essa cena dos blogs tem os dias contados, não tem?

Cláudia Matos Silva

Não, não tem, seu atrasado mental. 

 

Nos blogs posso postar assim; cru e sem espinhas. Não é só por isso, mas a cada dia que passa acredito que os blogs não têm os dias contados, coisa nenhuma. E porque sei que a generalidade das pessoas está nas redes sociais a verter ódio a políticos, a figuras públicas, aos ambientalistas, aos machistas e outros 'istas' que tal, apetece-me respirar a verdadeira liberdade de expressão através do meu blog, escrevendo um disparate que é pura verdade. Eu hoje fui à loja do chinês, deu-me vontade de cagar mas quando pensei melhor na situação em que me ia meter, passou-me logo a vontade.

 

E está escrito. Pronto, está tudo bem. Sem polémica. Ninguém se sente ofendido; os chineses ou portugueses que se ofendem pelos chineses ou a própria casa de banho. Parece-me tudo em ordem, sem stress ou 'hate'. Na verdade ninguém vai ler esta merda de post e isso é bastante libertador. 

 

Notem, este texto é provocação pura, estou a escrever-vos como se estivesse a falar com uma amiga, aliás se nas próximas linhas não vos mandar para o real caralhinho é uma sorte. É claro, a escrever um monte de palermices destas não posso esperar que a equipa do sapo destaque o post, mas quero que saibam que agradeço todo o apoio que a/o sapo dá à comunidade e que foi, também, por eles que resolvi voltar à blogosfera.

 

O prazer de voltar a escrever, deixar as teclas encadearem-se numa melodia às vezes trapalhona e tosca, sem pressa de publicar ou ansia de ter a aprovação, os gostos e os comentários. O prazer de seguir outros bloggers e rever-me nas suas palavras faz-me sentir menos só. Apreciar o ritual de cuidar do blog com tranquilidade como quem tem uma planta que quer ver bonita e a crescer. É com esse 'feeling' que deambulo por estas bandas. Tranquilamente e sem julgamentos.

 

Cada blogger com a sua identidade. Não se encontram dois iguais. Cada qual merece respeito porque obviamente se faz respeitar. Só para variar sabe bem.

 

E não, os blogs não vão acabar. O fervor do facebook já está a dar lugar a outro, que dará lugar a outro e assim sucessivamente. Mas haverá sempre espaço para os blogs enquanto houver quem goste de escrever e de ler. E pelos tempos loucos que vivemos escrever é mais do que um hobbie mas um abrigo. E nunca como agora nos sentimos desamparados e desesperançados. É lógico que os blogs não vão acabar, porra.

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